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Alex Fraga
Crítica – Festival de Inverno de Bonito 2018 e uma lista que deixa dúvidas no ar
Por Alex Fraga
23 de Maio de 2018 às 19:09:21 Redação 144 Facebook Google+ Twitter WhatsApp
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Foto: Reprodução

Saiu nesta quarta-feira (23) no Diário Oficial, a lista dos artistas regionais selecionados que  tocarão no 19º Festival de Inverno de Bonito, de 26 a 29 de Julho. No palco principal os escolhidos foram: Catarse Retrô, Maria Alice e Ton Alves. Já no o chamado palco CMU (Centro Multiplo Uso) estão a cantora Marta Cel e a banda de blues Whisky de Segunda. A comissão julgadora foi formada pelo maestro Eduardo Martinelli Danzi, o músico Rafael Pedrosa Salgado e o analista de Atividades Culturais da Fundação de Cultura, Vitor Hugo de Souza da Silva Maia.

 

O Festival de Inverno de Bonito sempre foi um evento mais que especial, principalmente porque por ali passam grandes nomes da música popular brasileira e também regional. Mas parece que nos últimos anos sempre quando há uma divulgação dos “escolhidos” para se apresentar nos palcos, algo de “estranho” fica pairando no ar. Indiscutivelmente alguns dos selecionados para 2018, merecem todo apoio possível, mereciam já há tempos. No entanto, outros surgem como aquela tal surpresa estranha.

 

Então vamos lá: fico imaginando como os senhores jurados mais uma vez deixam como suplentes (isso, suplentes) artistas como Geraldo Espíndola, Celito Espíndola e Guga Borba. E o mais interessante de tudo, que o jurado, maestro Eduardo Martinelli tocou na banda do show da Marta Cel no Sesc e além do mais foi o produtor da cantora. Marta Cel foi escolhida como primeira colocada para tocar no palco do CMU. Nada contra a cantora, que aliás tem um potencial de voz lindo. No entanto, é algo que chega entranhar, pois como suplente ficou uma excelente artista, Jane Jane e que vem desenvolvendo um trabalho há tempo. Outros nomes também ficaram de fora e não foram nem colocados como suplentes. Aliás, acho que o corpo de jurados nem deveria autorizar a divulgação dos chamados “suplentes”.

 

O cantor Carlos Colman, que se inscreveu para participar neste Festival de Bonito e  recentemente lançou um CD maravilhoso intitulado “Parceria”, nem mesmo ficou na suplência.  Outros grandes nomes também não passaram no tal “crivo” dos jurados. Gostaria de saber qual realmente é o critério de escolha para esses tantos festivais que “rolam” por Mato Grosso do Sul. Além disso, três jurados apenas? É muita responsabilidade para fazer uma escolha com tantos bons artistas e com trabalhos já gravados (deixados de lado).

 

A banda “Catarse Retrô”: vi tocar numa dessas noites no Sesc Morada dos Baís. Até interessante, mas daí ser escolhida em 1º lugar no palco principal com 89,6 pontos é muito para esse jornalista. Ou seja, o trabalho conjunto Geraldo Espíndola e Celito Espíndola que ficou como suplente, para os “queridos” jurados, não serve para ser mostrado no palco. Acredito que Geraldo e Celito nem mesmo deveriam ser “julgados” por essa comissão ou qualquer outra. Esses artistas têm história e parece que isso pouco interessa para muitos. Uma pena que ainda sempre exista “algo estranho no ar” nessas escolhas.