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Fronteira
Dupla execução tem digitais do PCC, suspeita polícia da fronteira
Homem executado ao lado do sobrinho seria ligado ao Comando Vermelho e falava que iria vingar o filho, morto em agosto.
05 de Setembro de 2018 às 18:12:05 H. de Freitas/Campo Grande News 15 Facebook Google+ Twitter WhatsApp
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Policiais ao lado do carro ocupado por paraguaios mortos ontem em Pedro Juan Caballero (Foto: Porã News)

Policiais que atuam na Linha Internacional entre Mato Grosso do Sul e Paraguai suspeitam que a dupla execução ocorrida na tarde de ontem (4) no município de Pedro Caballero esteja ligada à guerra que as facções criminosas PCC (Primeiro Comando da Capital) e Comando Vermelho travam há dois anos pelo controle do tráfico de drogas e de armas na região.

 

Cipriano Ramon Jara Ramos, 55, e o sobrinho Catalino Ramon Garcia Jara, 24, foram executados com pelo menos 60 tiros de fuzil 7.62 na tarde de ontem na Ruta V, a 55 km do centro de Pedro Juan Caballero. Eles estavam em um Agile vermelho com destino à cidade paraguaia de Yby-Yau quando foram perseguidos pelos pistoleiros. 

 

Segundo fontes da polícia da fronteira, Cipriano tinha ligações com células do Comando Vermelho que atuam na região de Bella Vista Norte.

 

Ele era pai de Mauricio Jara, que no dia 18 do mês passado foi fuzilado junto com o agente da Polícia Nacional Diego Garardo Maidana na Colônia Guavira, em Pedro Juan Caballero. Cipriano teria comentado que iria vingar a morte do filho.

 

A conversa se espalhou e chegou ao conhecimento de grupos rivais, possivelmente o PCC, que domina o narcotráfico em Pedro Juan Caballero e Capitán Bado. A atuação do Comando Vermelho é mais restrita a Bella Vista.

 

Segundo o Ministério Público do Paraguai, Diego e Mauricio eram pistoleiros e seguiam viagem para matar uma pessoa que teria se antecipado e ordenado a execução dos dois. Assim como Cipriano, Diego e Mauricio foram mortos na estrada.

 

Dois dias após a morte do policial, o promotor Gabriel Segovia disse a uma emissora de rádio de Pedro Juan Caballero que suboficial e seu acompanhante tinham sido contratados para executar uma pessoa na região onde foram emboscados e mortos a tiros de fuzil e pistola. Cipriano Jara tinha sido preso em 2015 com mais de duas toneladas de maconha na região de Yby Yau.